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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

é férias. tempo de ver filme ruim. e eu começo este post pelo pior:




kate hudson e esse cara que pensa que é galã e...



alguém como você, com a ashley judd e o hugh jackman.

neste ponto, você me pergunta: Raquel, por que você continua vendo comédia romântica com o hugh jackman? e eu te respondo: sky, tevê é isso.
enfim, de qualquer maneira, tudo o que eu tenho a dizer - além do cabelo seboso da ashley judd que incomodou até os homens mais machos aqui de casa - é que os dois filmes são IGUAIS. não se preocupe em ver os dois. e tudo o que parece óbvio realmente é tralalalalá, peito gostoso do hugh jackman, tralalalalá, machismo óbvio e uma só piada boa.

feliz natal, galera

sábado, 8 de novembro de 2008

kate & leopold 2

Dando mais bola para filme ruim: além do cabelo orríveo e as demais razões citadas, há mais motivos ainda para detestar Kate & Leopold.

Primeiro, as roupas. De qual é das roupas da Meg Ryan? É pra ela ficar parecendo uma mulher fora do seu tempo? Jesus!, alguém foi pago para escolher essas roupas. E pra desenha-las e costura-las e vende-las... Como foi que ninguém abortou a operação antes do filme parecer ridículo?

... quer dizer, mais ridículo.

Enfim. Outra regra da comédia romântica estilhaçada por este filme é a dos personagens secundários: eles devem segurar a parte cômica da coisa, vide Notting Hill. Eles são a alma sutil do filme. Mas, no queiteãnléopoudi, como comédia non est, os pobres dos personagens secundários são sofríveis: o ex-namorado da queite (ex namorado em comédia romântica?!) e o irmão da queite, que não são nada mais do que ex e irmão.

Superemos este filme. Já.

feitos um pro outro

Filmes com premissas absurdas não são necessariamente ruins - vide vida marinha com steve zissou ou qualquer comédia do Ackroyd -, mas quando são ruins, são insuperáveis.

Como é impossível determinar qual é a pior comédia romântica do mundo, sendo que o gênero tem milhares de pérolas, fica só como uma das piores comédias românticas do mundo, Kate and Leopold.



Regra número um pra qualuqe comédia romântica: mocinho e mocinha devem ser carismáticos. MUITO carismáticos. E, apesar do roteiro ridículo, Hugh Jackman tenta bravamente cumprir o seu papel, às vezes profundamente desafiado pela cara de pão-e-água da Meg Ryan, exibindo o pior cabelo do mundo - o que merece um parágrafo à parte.

DO CABELO DA MEG RYAN
Eu não odeio a Meg Ryan: até digo por aí, em alto e bom som, que prefiro Cidade dos Anjos a Asas do Desejo. Ela faz uns filmes engraçadinhos e, apesar de ser não nenhuma Sandra Bullock em Miss Simpatia, também não estraga nenhum filme. Ela tá assim entre a Catherine Zeta-Jones e a Julia Roberts: uma não sabe atuar e a outra é um porre. Enfim. Só que aí vem, out of the blue, esse, esse... filme.


Alguém colocou sei-lá-o-quê no cabelo dela, que não se move e parece que está ensebado há dias. Tipo visu Gyselle do último Big Brother - que eu só vi uma vez, suficiente para ativar meu alerta sanitário. O que é tolerável em uma pessoa presa um mês numa casa em que ela tem que tomar banho de biquini, sucetível às vicissitudes do destino, não pode ser algo desejável para uma estrela de um milhão de dólares. Tipo, alguém foi efetivamente pago pra fazer aquele cabelo, meu deus do céu.

Oquei. Segunda regra de uma comédia romântica: humor. É subentendido que o filme tem que ser engraçado, do tipo que tem piadas. Aliás, uma fórmula infalível para uma comédia romântica é que o elemento comédia seja maior que o romântica. C > R, donde temos grandes clássicos como Notting Hill, Letra e Música, Miss Simpatia etc.

Mas, mesmo assim, se você insistir no traço "romântica", é pressuposto o romance. R > C, donde sairam Simplesmente amor, Corações apaixonados, Da magia à sedução etc. Quando você não tem um conflito entre o casal - mais do que o fato de que estão em séculos separados (!!!) - não tem romance. Voltamos ao tema do casal carismático non est.

*CONTINUA